Assembleia Legislativa da Madeira assinalou o 25 de Novembro de 1975
25/11/2011
O Parlamento Madeirense assinalou esta manhã, com uma sessão comemorativa o 25 de Novembro de 1975.
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Uma data histórica em que os militares impediram o avanço das forças de extrema esquerda em Portugal. Foi também o marcar o tempo de democracia e da liberdade no nosso país.
Na sessão comemorativa desta sexta feira, presidida por Miguel Mendonça, foram vários os partidos que usaram da palavra.
Em representação da bancada parlamentar do PSD discursou Miguel de Sousa, que realçou o facto de passados 36 anos sobre esta data "os portugueses têm de considerar que afinal não ganharam muito". Sendo mais preciso, Miguel de Sousa lembra que "mesmo os princípios essenciais que são a liberdade e a democracia têm , no Portugal de hoje, condicionantes que as restringem". Condicionantes que no seu entender, "resultam da falta de cultura cívica para respeitar e ser respeitado no exercício do poder popular eleitoralmente concedido".
O deputado da bancada do PSD lamentou no seu discurso, o facto do 25 de Novembro não ter trazido felicidade aos portugueses
"continuamos um país de gente pobre, mas agora, endivido sem que nada, fora das autonomias, de importante pareça ter sido feito, com excepção de uma auto-estrada de norte a sul e uma ponte sobre o Tejo".

Miguel de Sousa aproveitou para enaltecer a obra feita na Madeira, deixando claro que a Madeira foi a única região do país que aproveitou de forma tão eficaz e rápida os recursos de que dispôs para se desenvolver.
O Movimento Partido da Terra, representado pelo deputado Roberto Vieira, lembrou que mais importante que assinalar o 25 de Novembro, seria celebrar o 25 de Abril, contudo lembra que esta comemoração acontece numa altura em que os portugueses estão a ser cada vez mais penalizados pelas decisões do Governo de coligação PSD/CDS/PP.
Pela primeira vez a discursar na Assembleia Legislativa o representante do PAN, Rui Almeida, preferiu lembrar a data que não foi mais do que a "preservação da autonomia", mas lembrando que estamos" condicionados pelas decisões do Governo da República".
Rubina Sequeira do PND falou de democracia para dizer que na "Madeira é uma fantochada".
Voltado para os ideais democráticos foi a intervenção do deputado do CDU. Edgar Silva recordou as palavras do poeta Joaquim Pessoa intitulado "Agradecimento à Corja", trazendo-as ao presente que Portugal atravessa.
José Manuel Coelho, do PTP evocou a data dizendo que esta data que consagra a liberdade é "uma mentira na Madeira".
Foi Carlos Pereira que usou da palavra e em representação da bancada do PS.
O deputado socialista disse que o" PSD Madeira continua a ignorar a data 25 de Abril, e lembrou que nenhum madeirense tem vontade de comemorar qualquer data, porque vivemos os piores momentos de sempre em Portugal".
O CDS/PP, através de Lopes da Fonseca disse que a "democracia tem ainda um longo caminho a percorrer e que o futuro está cada vez mais incerto para os mais jovens".
A sessão comemorativa do 25 de Novembro de 2011 durou cerca de uma hora e foi presidida por Miguel Mendonça.
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