Miguel Mendonça recebeu proposta de Programa de Governo para 2011/2015

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 O Vice-presidente do Governo Regional entregou esta manhã dia 30 de Novembro de 2011, ao Presidente do Parlamento Madeirense o Programa de Governo para o Mandato 2011/2015.

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João Cunha e Silva diz que este Programa é feito na "dependência de um programa de reajustamento financeiro que não se sabe qual irá ser o seu desenlace, e que torna absolutamente complicado estar a fazer um Programa de Governo".

Cunha e Silva explicou que o Executivo Madeirense está a fazer um "Programa o mais genérico possível porque estamos muito condicionados pelo exterior".

E sem meias palavras, garantiu que o Governo Regional "não tem a exacta medida do qua vai ser o plano de reajustamento que nos vai ser imposto quer pelo Governo da República quer pela Troyka, com medidas que não vão ser fáceis, mas que nos estão a ser impostas de lá para cá".

João Cunha e Silva diz que perante este quadro de" grandes dificuldades, que já são conhecidas podem acrescer mais algumas, e é preciso que as pessoas estejam preparadas para isso".

O Vice-presidente do Governo Regional garante que "este Programa de Governo foi muito difícil de planear e de apresentar, porque foi elaborado numa altura e num contexto em que estamos dependentes do que venha a ser o plano de reajustamento, e as medidas que vão ser impostas, para o País e para a Região".

João Cunha e Silva chamam também a atenção para que "com estas medidas não se crie a sensação de que estamos a viver em vários países, mas no mesmo país", e apela para que não "haja uma situação para o continente, uma outra para os Açores e outra situação para a Madeira", lembrando que "somos todos portugueses e em plano de igualdade e portanto requer que as mais altas Instituições tenham isso em atenção".

 

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À margem da entrega do Programa de Governo, João Cunha e Silva pronunciou-se sobre o corte de benefícios à Zona Franca da Madeira, para dizer que a decisão é "preocupante e negativa, porque numa altura como esta, em que a Região e o país precisam de receitas, estar a inviabilizar a Zona Franca é qualquer coisa parecida com um crime de lesa pátria, que não se entende nem se explica".

O Vice-presidente do Governo Regional diz que o Executivo Madeirense continua à espera de "uma explicação cabal, mas ao mesmo tempo tem esperança que a razoabilidade impere mesmo que tarde demais, e que se venha a viabilizar a Zona Franca", porque, adianta, "estão em causa mais de 2600 postos de trabalho, designadamente com jovens qualificados e que seria neste quadro de grandes dificuldades e sem qualquer razão de ser, muito preocupante". Estes cortes, desabafa João Cunha e Silva, " não são bons para o país, não são bons para a região e sobretudo numa altura em que nos pedem que se criem receitas, inviabilizam a possibilidade de criar mais receitas, isto não tem qualquer tipo de justificação ", desabafou o Vice-presidente do Governo Regional, no final da audiência com o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça que recebeu a proposta de Programa de Governo para 2011/2015.

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