“Não era possível continuar a operação ferry face aos prejuízos obtidos”, diz Presidente da Empresa de Navegação Madeirense

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O Presidente da Empresa de Navegação Madeirense (ENM) disse, hoje, na Comissão Especializada de Economia, Finanças e Turismo, que esperava um prejuízo muito mais baixo do que o verificado nos primeiros dois anos da ligação Madeira-Portimão. Luís Miguel de Sousa foi ouvido, esta tarde, ao abrigo da...

XII Legislatura, I Sessão Legislativa Comissão Especializada
“Não era possível continuar a operação ferry face aos prejuízos obtidos”, diz Presidente da Empresa de Navegação Madeirense
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O Presidente da Empresa de Navegação Madeirense (ENM) disse, hoje, na Comissão Especializada de Economia, Finanças e Turismo, que esperava um prejuízo muito mais baixo do que o verificado nos primeiros dois anos da ligação Madeira-Portimão. Luís Miguel de Sousa foi ouvido, esta tarde, ao abrigo da audição parlamentar “Sobre as dúvidas na concessão de serviços públicos de transporte marítimo de passageiros e veículos, através de navio ferry entre a RAM e o continente português” e “Prestação de esclarecimentos sobre o funcionamento da linha marítima Madeira – Portugal Continental”.

Os resultados deficitários foram justificados com a baixa procura, que em 2018 rondou os 10.000 passageiros e em 2019 não foi além dos 14.000. Feitas as contas, só uma em cada 25 pessoas, que viajaram para o continente, escolheu o transporte marítimo. “A nossa estimativa era, no final dos três anos, ter um resultado zero”, afirmou Luís Miguel de Sousa. O custo de fretamento do navio é de 510 mil euros por viagem (26,5 milhões de euros por ano) e no modelo atual, garante apenas 6,5 milhões de receitas, o que representa um prejuízo de 20 milhões de euros anuais e torna “difícil conseguir condições para a viabilidade económica da linha”, afirmou o presidente da ENM.

Relativamente à carga o empresário garante que tudo fez para viabilizar este mercado, mas o próprio mercado não deu a resposta desejada. Muitos dos fornecedores consideram que o transporte terrestre até ao Algarve não garantia a atratividade deste meio de transporte marítimo para a Madeira, a partir da cidade de Portimão.

Sobre a carta enviada ao Governo Regional, o presidente da ENM, afirma que a intenção é mesmo rescindir o contrato de concessão da linha ferry e que enviou a missiva no último dia útil antes das eleições, para que fosse recebida só depois do ato eleitoral, o que acabou por acontecer dois dias depois, a 24 de setembro.

Duarte Rodrigues, também administrador da Empresa de Navegação Madeirense, garantiu que os preços são iguais aos que eram praticados pela empresa espanhola Naviera Armas, que fez a mesma ligação entre 2008 e 2012.

 

2ª Comissão Audição Presidente da ENM 17-12-2019
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