Governo Regional prevê ‘grande’ aumento do desemprego e redução ‘drástica’ do PIB

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O Vice-Presidente do Governo Regional da Madeira revelou, hoje, na Comissão Permanente dados de projeções que indicam que, no pior dos cenários, a taxa de desemprego pode atingir os 18,5% (25 mil pessoas) e no melhor dos cenários os 13% (17.000) em 2020. Pedro Calado estima ainda uma queda do PIB...

XII Legislatura, I Sessão Legislativa Comissão
Governo Regional prevê ‘grande’ aumento do desemprego e redução ‘drástica’ do PIB
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O Vice-Presidente do Governo Regional da Madeira revelou, hoje, na Comissão Permanente dados de projeções que indicam que, no pior dos cenários, a taxa de desemprego pode atingir os 18,5% (25 mil pessoas) e no melhor dos cenários os 13% (17.000) em 2020.

Pedro Calado estima ainda uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 23%, no “cenário mais gravoso”, ou de 12% no melhor dos cenários, devido à paralisação de setores económicos como o Turismo, a Construção Civil e o Comércio. A crise tem, assim, reflexos na receita fiscal que este ano pode diminuir mais de 150 milhões de euros.

O Governante foi questionado pelos deputados presentes na Comissão Permanente que também ouviram o Secretário Regional da Saúde e da Proteção Civil sobre as medidas que estão a ser tomadas para travar e detetar o vírus da Covid-19. Pedro Ramos garantiu aos parlamentares que na Madeira já foram realizados 2.414 testes, onde 89% das amostras foram negativas, 6 % positivas, 2% inconclusivas e 3% (76) aguardam pelos resultados.

O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, propôs dois votos, um de Pesar e outro de Solidariedade, que foram aprovados por unanimidade.

“O de Pesar pela morte de vários concidadãos emigrantes, designadamente na Espanha e no Reino Unido, vítimas da Covid 19”. José Manuel Rodrigues diz que “é particularmente triste, o caso da enfermeira Fátima Martins que faleceu na linha da frente da batalha contra a pandemia”.

Já o Voto de Solidariedade foi com a “população de Câmara de Lobos que foi forçada a uma cerca sanitária, com todos os condicionamentos que isso traz à sua vida, nomeadamente às atividades económicas e sociais. Não admitimos estigmas nem descriminações. O que aconteceu naquela freguesia passou-se nas melhores e mais evoluídas cidades do mundo. A salvaguarda da saúde pública está acima de qualquer interesse e os camaralobenses, pessoas fortes e alegres, sabem que, em breve, voltaremos a estar juntos”, disse o presidente do parlamento madeirense.

Reunião da Comissão Permanente de 23.04.2020
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