Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira alerta para redução dos regimes democráticos e para os perigos da desinformação

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O Presidente do Parlamento madeirense mostrou-se, hoje, preocupado com a qualidade das democracias globais e com a redução dos regimes democráticos no mundo. “Há 20 anos tínhamos mais regimes democráticos do que temos nos dias de hoje”, disse José Manuel Rodrigues na sessão de abertura do Madeira...

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Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira alerta para redução dos regimes democráticos e para os perigos da desinformação
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O Presidente do Parlamento madeirense mostrou-se, hoje, preocupado com a qualidade das democracias globais e com a redução dos regimes democráticos no mundo. “Há 20 anos tínhamos mais regimes democráticos do que temos nos dias de hoje”, disse José Manuel Rodrigues na sessão de abertura do Madeira MUN, perante os alunos de cinco escolas que durante o dia vão debater o tema “Fake News: o impacto da desinformação na comunicação e entendimento globais.”

“Infelizmente estamos a retroceder e em vez de regimes livres estamos a assistir a um retrocesso da democracia”, disse o Presidente do principal órgão de governo próprio da Região, defendendo por isso apoios à comunicação social de referência, como forma de combater a desinformação e de construir uma sociedade mais justa e altruísta. “A pior democracia do mundo é sempre melhor do que a mais branda ditadura, se é que existem ditaduras brandas no mundo”, reforçou.

A pandemia da Covid-19 e a guerra na Ucrânia agravaram a estabilidade mundial, abalando os regimes democráticos, e agudizaram a desinformação através da propaganda, ameaçando as democracias. José Manuel Rodrigues alertou para “os riscos da informação sem freios” e pediu aos jovens ajuda para combater a desinformação. “A informação sem freio provoca protestos, indiferenças, populacionismos e negacionismos que, em último grau, podem conduzir a uma ditadura”.

Perante os estudantes presentes no Parlamento madeirense, destacou o papel da escola na promoção da literacia mediática e na educação para a cidadania. “É preciso ver para além do olhar, escutar para além de ouvir e entender para além de ler”, enfatizou. Explicou ainda que em breve a Assembleia Legislativa da Madeira, em parceria com outras instituições, vai lançar um programa de literacia mediática para as Universidades Seniores, como forma de esclarecer as pessoas que têm mais dificuldades em lidar com as novas realidades e com as novas tecnologias.

O MUN, sigla que deriva do inglês Model United Nations, é um projeto organizado pela Escola Secundária Jaime Moniz, no âmbito do programa Parlamento dos Jovens, e consubstancia-se na simulação de um formato adotado pelas Nações Unidas. Aos alunos participantes, oriundos de cinco escolas da Região Autónoma da Madeira (Escolas Secundárias Jaime Moniz e Francisco Franco e Escolas Básicas e Secundárias da Ponta do Sol, de Machico e Gonçalves Zarco), cabe a missão de replicar o papel assumido pelos delegados dos vários países, debatendo, nesta edição, o tema “Fake News: o impacto da desinformação na comunicação e entendimento globais”.

Os jovens, que representam 43 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU), propõem-se, deste modo, refletir sobre uma temática altamente pertinente e com abrangência internacional, partilhando as suas impressões e apresentando propostas que sirvam os propósitos das causas implícitas na mesma, “num ambiente salutar, tranquilo e de respeito pelas diferentes opiniões”.

A sessão de encerramento, cujo início está previsto para as 16:30 horas, será presidida pelo secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho.

Sessão de Abertura Madeira MUN 22.04.2022 (áudio)
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