Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira elogia aposta na “cultura da memória”

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O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira considera importante a promoção da “cultura da memória”, como forma de afirmar a identidade e os aspetos diferenciadores da Madeira no país e no Mundo. José Manuel Rodrigues visitou, ao início da tarde, a exposição “A Ilha do imperador”, inserida no...

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Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira elogia aposta na “cultura da memória”
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O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira considera importante a promoção da “cultura da memória”, como forma de afirmar a identidade e os aspetos diferenciadores da Madeira no país e no Mundo.

José Manuel Rodrigues visitou, ao início da tarde, a exposição “A Ilha do imperador”, inserida no Centenário da Morte do imperador Carlos de Aústria, patente na Quinta Magnólia. No final destacou a importância das memórias” (fotografias, móveis, esculturas e pinturas), que neste caso, “evocam a passagem do imperador pelo exílio, na ilha da Madeira”, para a promoção da Região “como uma terra de acolhimento e de paz, que nunca esquece daqueles que por aqui passaram”.

O presidente do Parlamento madeirense louvou também o “ato criativo de homenagem à passagem pela Madeira e à vida santificada de Carlos de Áustria”, feito pelos escultores Ricardo Veloza e Martim Velosa, e pela artista plástica Carla Cabral. “Achei curioso o ‘Interlúdio’ de Carla Cabral, que aproveita toda a memória do Beato Carlos e lhe dá uma interpretação moderna, atual e baseada no catolicismo do imperador, da imperatriz Zita de Bourbon-Parma e de toda a sua família”, vincou.

A exposição inicia-se com um desenho que retrata o Imperador, feito, em grafite sobre papel, por Ricardo Veloza. Numa outra sala, as memórias de Carlos de Habsburgo ladeiam uma escultura, em barro, de autoria do escultor Martim Velosa.

José Manuel Rodrigues destacou ainda que “esta memória vai ser reforçada no Museu do Romantismo, que será instalado na Quinta do Monte, onde o Beato Carlos viveu”.

 

José Manuel Rodrigues, Presidente da ALRAM 06ABR2022 (áudio)

 

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Informação adicional da Exposição - A Ilha do Imperador

Centenário da Morte do Imperador Carlos de Áustria

 

Imperador da Áustria, Carlos de Habsburgo, I de Áustria e IV da Hungria

O Imperador Carlos de Áustria nasceu a 17 de agosto de 1887, no Castelo de Persenbeug, na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxônia, filha do último Rei da Saxônia. O Imperador Francisco José I era o seu tio-avô.

A 21 de outubro de 1911, casou-se com a princesa Zita de Bourbon-Parma. Durante os dez anos do seu casamento, o casal teve oito filhos, a última das quais nascida dois meses após o falecimento do Imperador.

A meio da Primeira Guerra Mundial, a morte do imperador Francisco José a 21 de novembro de 1916, fez de Carlos o imperador da Áustria. A 30 de dezembro de 1916, foi coroado Rei Apostólico da Hungria. Lutou por uma paz justa e duradoura e promoveu a equidade e a justiça. Em 1919, Carlos e Zita com os filhos foram obrigados a sair do seu país, exilados para a Suíça, tendo-lhes sido confiscados todos os bens. Mesmo exilado, o Imperador Carlos, tentou por duas vezes restaurar a monarquia católica na Hungria.

Após a segunda tentativa, em novembro de 1921, ele e sua esposa, que estava grávida do oitavo filho, partiram acompanhados pelos Condes de Hunyady, para assim cumprirem o exílio a que estavam destinados, para a ilha da Madeira.

Primeiro instalados na Vila Vitoria, mudaram-se para a Quinta do Monte. Adoeceu gravemente com pneumonia, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos.

Faleceu a 1 de abril de 1922 na Quinta do Monte, na ilha da Madeira. Consequentemente, a Imperatriz Zita sai da Madeira grávida e com os seus sete filhos, a 19 de maio de 1922, a bordo do transatlântico “lnfanta D. Isabel de Bourbon” com destino a Cádis. Aceita convite do rei de Espanha Afonso XIII para residir no Palácio do Prado.

Todo este pesaroso episódio tornou-se parte integrante da história da Madeira, aumentando o fascínio pela igreja paroquial que contém o túmulo do Imperador e a Quinta onde terminou os seus dias e hoje se designa Quinta do Imperador.

 

   CRONOLOGIA

17 de agosto de 1887- nasce Carlos de Áustria no Castelo de Persenbeug.

21 de outubro de 1911— Carlos de Áustria casa com a princesa de Pharma, Zita.

21 de novembro de 1916 — Morre o imperador Francisco José. Carlos torna-se imperador da Áustria e rei da Hungria.

2 de outubro de 1918 — O Imperador Carlos consagra a sua família ao Sagrado Coração de Jesus. 11 de novembro de 1918 — Carlos renuncia ao poder, sem abdicar.

24 de março de 1919 — A família imperial é exilada para a Suíça.

março / abril 1921 — Carlos de Áustria tenta regressar à Hungria sem sucesso. outubro 1921 - Nova tentativa de regresso à Hungria.

16 de novembro de 1921 — Carlos de Áustria e Zita são transportados no navio inglês “Cardiffl’ até à ilha da Madeira.

19 de novembro de 1921 — Chegada de Carlos de Áustria e Zita ao Funchal. Ficam a residir na “Villa Victória” (anexo do Reid’s Palace Hotel).

2 de fevereiro de 1922 — Os filhos do Imperador Carlos e da Imperatriz Zita chegam à Madeira. 18 de fevereiro de 1922 — O imperador Carlos e a família mudam-se para a “Quinta do Monte”. 1 de abril de 1922 — O Imperador Carlos de Áustria morre na Madeira.

5 de abril de 1922 — Funeral do Imperador Carlos na igreja de Nossa Senhora do Monte. 1949— Abertura do processo de beatificação de Carlos de Áustria.

11 de janeiro de 1968 — Bênção da nova capela tumular do imperador Carlos da Áustria na igreja de Nossa Senhora do Monte.

1 de abril de 1972 — O túmulo de Carlos de Áustria é aberto para o processo de beatificaçâo.

3 de outubro de 2004 O imperador Carlos de Áustria é beatificado na Praça de S. Pedro, Vaticano, pelo Papa João Paulo ll.

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