Desinformação é ameaça à democracia e aos regimes democráticos, alerta o Presidente do Parlamento madeirense

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O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira afirmou, esta manhã, que “a desinformação pode prejudicar a democracia e nalguns casos, onde a democracia é mais fraca, pode pôr em causa os próprios regimes democráticos”. A preocupação foi manifestada na Escola da Apel, no debate realizado no...

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Desinformação é ameaça à democracia e aos regimes democráticos, alerta o Presidente do Parlamento madeirense
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O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira afirmou, esta manhã, que “a desinformação pode prejudicar a democracia e nalguns casos, onde a democracia é mais fraca, pode pôr em causa os próprios regimes democráticos”. A preocupação foi manifestada na Escola da Apel, no debate realizado no âmbito do projeto Parlamento dos Jovens subordinado ao tema “O Impacto da Desinformação na Democracia”, onde participaram Ricardo Miguel Oliveira, Diretor do Diário de Notícias do Funchal, Gil Rosa, subdiretor de conteúdos da RTP Madeira, e António Lopes da Fonseca, líder parlamentar do CDS-PP no Parlamento madeirense.

“É dever dos Estados, das regiões e dos governos apoiarem a ‘imprensa de referência’”, referiu José Manuel Rodrigues, defendendo para tal ajudas financeiras “à imprensa, à rádio e à Televisão de referência”. Entende por isso que a escola tem um papel fundamental e deve apostar mais na “literacia mediática”, através do ensino e da educação dos “jovens para a lidarem com as redes sociais, com os fenómenos de desinformação e com as notícias falsas”.

O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira vincou que é preciso “dar verdade e notícias o mais correta possíveis para que os jovens, quando adultos, possam ter uma melhor formação e possam escolher em consonância, dentro do regime democrático”.

O debate, promovido pelos alunos da Apel, candidatos ao Parlamento dos Jovens, teve por objetivo a troca de opiniões e sugestões sobre as medidas elaboradas pelos estudantes, que serão levadas à Sessão Regional que terá lugar no dia 22 de março no Parlamento madeirense. Entre as propostas a levar para debate estão a “criação de um grupo de trabalho pelo Ministério da Educação, cujo objetivo seria produzir conteúdos digitais e/ou escritos sobre desinformação/ fake news, que depois seriam utilizados nas escolas em disciplinas como a Cidadania, Filosofia entre outras, para melhor sensibilização e formação das crianças e jovens sobre este assunto”; a “criação de uma entidade que tivesse a competência de atribuição de selos de qualidade aos órgãos de comunicação social, recorrendo a critérios predefinidos, como por exemplo um símbolo - fake news safe.”;  “a existência de plataformas com algoritmos para a deteção de notícias falsas - sistema automatizado de verificação de notícia baseado na técnica de processamento natural - presente em todas as redações”; e ainda mais formação para os profissionais de comunicação social, que devem ser auxiliados por “comentadores especializados” nas temáticas a abordar no tratamento noticioso diário.

José Manuel Rodrigues, Presidente da ALRAM - Declarações à comunicação social (áudio)
José Manuel Rodrigues, Presidente da ALRAM - Intervenção no debate “O Impacto da Desinformação na Democracia” (áudio)
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