Há 12 anos que a Região não apresentava um número de desempregados tão baixo, garante Miguel Albuquerque

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O Presidente do Governo Regional da Madeira garantiu, hoje, no Parlamento madeirense que “todos os indicadores estatísticos apontam para um gratificante crescimento económico de todos os sectores económicos da Região. Alguns deles, como o imobiliário, o turismo, o alojamento, a construção civil, o...

XII Legislatura, III Sessão Legislativa PlenárioPlenário
Há 12 anos que a Região não apresentava um número de desempregados tão baixo, garante Miguel Albuquerque
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O Presidente do Governo Regional da Madeira garantiu, hoje, no Parlamento madeirense que “todos os indicadores estatísticos apontam para um gratificante crescimento económico de todos os sectores económicos da Região. Alguns deles, como o imobiliário, o turismo, o alojamento, a construção civil, o digital e alguns sectores de serviços com índices de crescimento superiores aos indicadores pré-pandemia”. No debate mensal, subordinado ao tema “o emprego na Região Autónoma da Madeira”, Miguel Albuquerque destacou a “trajetória positiva” evidenciada pela descida do desemprego pelo 12.º mês consecutivo. “A Madeira apresentou a maior quebra na taxa de desemprego no 4.º trimestre de 2021, com uma taxa de 6,6%, sendo que a taxa de desemprego do 1.º trimestre de 2022, a sair pelo INE em 11 de Maio, deve apresentar uma percentagem ainda menor”.

“Pelo número de desempregados inscritos no Instituto de Emprego, no fim de março de 2022 (14056) podemos desde já afirmar que desde há 12 anos que a Região não apresentava um número de desempregados tão baixo”, apontou o Presidente do executivo madeirense.

Disse ainda que “desde 2015 foram integrados no mercado de trabalho 53.914 desempregados” e que “foram abrangidos pelas medidas de emprego 24.928 desempregados com investimento de 130 Milhões de Euros”, tendo sido “criados 3543 postos de trabalho no âmbito das medidas de incentivos à contratação, correspondendo a 20 Milhões de Euros”.

O líder do grupo Parlamentar do PS apontou a precariedade laboral e o desemprego jovem. Sérgio Gonçalves afirmou que nos últimos 10 anos, cerca de “17 mil pessoas deixaram a Madeira”.

O PSD garante “não prescindir da qualificação dos jovens”. O deputado Brício Araújo mostrou todo o apoio à estratégia do Governo Regional, rejeitando a ideia de que é o excesso de qualificações que tem “levado à emigração”.

Já o líder parlamentar do CDS-PP chamou a atenção para o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM). António Lopes da Fonseca considera ser grave que durante o debate do Orçamento do Estado, deste ano, não tenham sido apresentadas propostas para garantir os benefícios fiscais, e, indiretamente, “a situação dos 3.500 trabalhadores” do CINM.

O JPP mostrou-se preocupado com a pobreza na Madeira. O deputado Paulo Alves salientou que na Madeira há “81000 pessoas em risco de pobreza”, que aguardam pelas medidas do executivo.

O deputado do PCP disse que desde 2016 aumentou a precariedade laboral e os baixos salários. Ricardo Lume referiu que 18500 trabalhadores estão em situação precária na Região.

 

Governo Regional chamado ao Parlamento para debater o emprego na Região

O Debate Mensal contou ainda com as presenças dos secretários regionais das Finanças, Rogério Gouveia, da Economia, Rui Barreto, do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, e da Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade.

O Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, começou por elogiar “a colaboração do Instituto de Emprego da Madeira”, que tem como objetivo a coordenação e execução da política de emprego, promovendo a criação e a qualidade do emprego e combatendo o desemprego.

Rui Barreto, secretário regional da Economia assegurou que “as empresas estão a recrutar mais”, lembrando que a Região está a investir na formação dos jovens e na requalificação de recursos humanos, para corresponder às necessidades do mercado de trabalho.

Rita Andrade, secretária Regional da Inclusão Social e Cidadania lamentou que “os nossos emigrantes, que regressam a Portugal, só vejam ajudas no território continental e que na Madeira não tenham esses apoios”.

Reunião Plenária n.º 55 03.05.2022 (áudio)
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