A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira participou na Festa Madeirense, realizada no Madeira Park, em Toronto, um dos mais emblemáticos espaços da comunidade portuguesa no Canadá. Perante madeirenses e lusodescendentes, Rubina Leal destacou o percurso de coragem, perseverança e trabalho das sucessivas gerações de emigrantes que transformaram aquele parque, com cerca de 48 hectares, o maior parque da diáspora, num símbolo vivo da capacidade de realização da comunidade portuguesa e madeirense.
Na sua intervenção, a Presidente do Parlamento Madeirense sublinhou que a Madeira não se limita aos cerca de 250 mil habitantes que residem no arquipélago, mas prolonga-se muito para além das suas fronteiras, através de uma diáspora que reúne mais de um milhão de madeirenses espalhados pelos cinco continentes. Salientou que a emigração constitui uma das maiores riquezas da Região e que os madeirenses nunca abandonaram verdadeiramente a sua terra, levando consigo a língua, a cultura, as tradições, a gastronomia, o bordado, a fé e a identidade que continuam a preservar e a transmitir às novas gerações.
Rubina Leal prestou igualmente homenagem ao contributo dos emigrantes para o desenvolvimento do Canadá, enaltecendo o reconhecimento que conquistaram através do trabalho, da honestidade e da dedicação. Dirigiu ainda uma palavra muito especial às mulheres da diáspora madeirense, destacando o papel determinante das mães, avós e esposas na preservação da língua portuguesa, das tradições e da identidade cultural, afirmando que foram elas o verdadeiro alicerce de muitas famílias emigrantes e o elo que manteve viva a ligação à Madeira ao longo de várias gerações.
A Presidente da Assembleia Legislativa deixou ainda uma mensagem de reconhecimento às instituições da comunidade, em particular à Casa da Madeira de Toronto, pelo trabalho desenvolvido ao longo de décadas em prol da preservação da identidade madeirense, mas também a todas as associações, clubes, dirigentes, voluntários e às famílias que todos os dias mantêm viva a ligação à Madeira. Reafirmou o compromisso de continuar a ser uma voz ativa na defesa das comunidades emigrantes, salientando que o Parlamento Madeirense não esquece os seus conterrâneos espalhados pelo mundo. A encerrar a intervenção, apelou à união da diáspora em torno dos valores que unem os madeirenses, recordando que a distância mede-se em quilómetros, mas que o amor à Madeira nunca conhece fronteiras.