A Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, destacou hoje a importância geoestratégica da Região Autónoma da Madeira no contexto nacional, europeu e atlântico, defendendo que esta dimensão deve ser permanentemente reconhecida por Portugal e pelas instituições europeias. A posição foi assumida durante a receção, no Parlamento madeirense, a um grupo de oficiais militares do Curso de Promoção a Oficial General, uma comitiva liderada pelo Vice-Almirante Vizinho Mirones, Comandante do Instituto Universitário Militar.
Na ocasião, Rubina Leal sublinhou que a Madeira representa uma plataforma geoestratégica fundamental no Atlântico Norte, desempenhando um papel determinante na projeção internacional de Portugal, na vigilância marítima e na proteção de infraestruturas críticas, nomeadamente os cabos submarinos de comunicações que atravessam o arquipélago.
A Presidente da Assembleia Legislativa salientou ainda que a Madeira integra a Macaronésia, juntamente com os Açores, Canárias e Cabo Verde, uma região que cobre cerca de 4,5 milhões de quilómetros quadrados e que assume uma importância absolutamente decisiva para a segurança, a biodiversidade e a cooperação europeia.
Perante os atuais desafios geopolíticos e de segurança internacional, Rubina Leal defendeu a necessidade de Portugal continuar a investir em instituições preparadas para responder às novas ameaças, valorizando a formação estratégica dos oficiais superiores e a preparação de quadros militares para funções de elevada responsabilidade na liderança militar, na defesa nacional e na condução estratégica do país.
Durante o encontro, a Presidente do Parlamento madeirense destacou também a ligação histórica e institucional entre a Região Autónoma da Madeira, as Forças Armadas Portuguesas e a GNR, recordando o papel desempenhado por estas instituições em momentos marcantes da história recente da Madeira, como a aluvião de 20 de fevereiro de 2010 e os incêndios de 2016.
Rubina Leal enalteceu a disponibilidade, o profissionalismo e o espírito de missão demonstrados pelas Forças Armadas e pela GNR nessas ocasiões, salientando que a atuação destas entidades ultrapassa a dimensão estritamente ligada à defesa, assumindo igualmente funções essenciais de proteção civil, apoio às populações e reforço da coesão territorial.