A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Rubina Leal, presidiu à abertura da exposição «A Autonomia na Imprensa de 1976», uma iniciativa que recupera, através das páginas e primeiras páginas dos jornais da época, alguns dos momentos que marcaram o nascimento e a afirmação da Autonomia madeirense.
Na ocasião, Rubina Leal destacou o papel fundamental desempenhado pela imprensa num período de profundas transformações políticas, sociais e institucionais. Entre 1974 e 1976, os jornais acompanharam os debates, as diferentes posições políticas, as primeiras eleições regionais e a instalação dos órgãos de governo próprio, permitindo hoje revisitar a forma como a sociedade madeirense viveu e acompanhou a construção do novo regime autonómico.
A Presidente do Parlamento madeirense sublinhou também a importância da liberdade de imprensa enquanto uma das grandes conquistas da democracia, lembrando que, depois de décadas de censura, o acesso a uma informação livre e plural passou a constituir um elemento essencial para uma participação mais consciente dos cidadãos na vida pública.
Rubina Leal realçou ainda a ligação histórica entre a imprensa e o Parlamento madeirense. Desde os primeiros anos da Autonomia, os jornalistas acompanham a atividade parlamentar, não apenas nas sessões plenárias, mas também nas comissões, debates, audições e iniciativas legislativas, assegurando aos cidadãos um conhecimento mais próximo do trabalho desenvolvido pelos seus representantes.
Num contexto marcado por novos desafios, como a desinformação, a rapidez das redes sociais e a crescente polarização do debate público, a Presidente da Assembleia Legislativa defendeu a importância de um jornalismo rigoroso, independente e assente na verificação dos factos.
«Cinquenta anos depois, mudaram os meios e as formas de comunicar, mas a imprensa continua a ser indispensável à nossa democracia, quer no escrutínio das instituições, quer na aproximação dos cidadãos à vida pública», salientou Rubina Leal, reforçando que um Parlamento aberto e transparente necessita de uma imprensa livre, capaz de informar, questionar e contribuir para uma sociedade mais esclarecida.